FACULDADE DE TEOLOGIA E FILOSOFIA FIDES REFORMATA

Doutorado em Psicanálise

Doutorado em Psicanálise, PhD

Programa de imersão em pesquisas científicas, filosóficas e psicanalíticas ao longo de 1 a 2 anos
OBJETIVOS DO DOUTORADO EM PSICANÁLISE

O programa de Doutorado em Psicanálise da FATEFFIR visa o desenvolvimento da capacidade de pesquisa e poder criativo no campo psico-filosófico e psicanálítico, assim como a formação de professores de alto nível no campo da Psicanálise. Não se limita, porém a isso. O currículo apresenta suficiente flexibilidade para as adaptações indispensáveis às diferenças de indivíduos e de grupos, principalmente no caso de pessoas que se preparam para trabalhos em organismos nacionais, regionais ou eclesiásticos orientados por doutores, religiosos, cientistas, etc.

REQUISITOS

Para se matricular no Doutorado em Psicanálise o interessado deverá ser Mestrado em Psicanálise.

METODOLOGIA DO DOUTORADO

A FATEFFIR oferece o Doutorado em Psicanálise de acordo com as Normas Universitárias Internacionais, não ministramos curso de Doutorado em Psicanálise, (Doutorado não é um curso, mas cumprimento de exigência magnas acadêmicas) onde inclui a exigência da apresentação de uma tese escrita, pesquisada, e dentro dos padrões da Metodologia Científica exaradas pela ABNT e suas congêneres internacionais.

DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA
  • Xerox autenticada do Diploma de Mestrado ou Certificado de conclusão
  • Xerox do Histórico Escolar
  • Duas fotos 3/4
  • Xerox de Identidade e CPF
  • Xerox do comprovante de depósito bancário
INVESTIMENTO

O aluno pagará uma taxa única no valor de R$ 3.500,00. Esse valor pode ser dividido em até 03 pagamentos.

DURAÇÃO DO PROGRAMA DE DOUTORADO

O ALUNO É ACOMPANHADO DENTRO DE UM PROGRAMA ACADÊMICO PEDAGÓGICO DENTRO DO PERÍODO DE 2 ANOS, FINDADO TAL PERÍODO, APRESENTARÁ UMA TESE ORIGINAL, DEFENDENDO ALGO NOVO E REVOLUCIONÁRIO DENTRO DO TEMA PROPOSTO. UMA BANCA IRÁ EXAMINAR A TESE, DANDO SEU PARECER SOBRE A MESMA.

TESE

A tese terá, no mínimo, 150 (Cento e cinqüenta) páginas datilografadas em espaço 2, ou 100 (Cem) páginas no computador em espaço normal.

ASSUNTO DA TESE

Deve ser algo original, não muito extenso, e que englobe, num relance, tudo o que será abordado no corpo do trabalho.

IMPORTANTE

ABAIXO UM POUCO SOBRE O CAMPO DE ESTUDOS DE UM DOUTORADO EM PSICANÁLISE CLÍNICA, SÓ PARA EFEITO DE INFORMAÇÃO. NA VERDADE O PROGRAMA DE DOUTORAMENTO ABORDA TODAS AS ÁREAS QUE TRATAM DA ALMA HUMANA. A REFLEXÃO SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO VAI AO PONTO MAIS ABRANGENTE POSSÍVEL NA FORMA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA E PSICO-FILOSÓFICA. DE MODO QUE O EXPOSTO ABAIXO É SÓ UMA GOTA D'AGUA NO VASTO OCEANO DE UM DOUTORADO EM PSICANÁLISE.

O Cérebro e as Drogas
A modulação dos sinais

Ao serem transmitidas, as mensagens podem ser modificadas no processo de passagem de um neurônio para outro, e é justamente aí que reside a grande flexibilidade funcional do Sistema Nervoso.

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Os elementos químicos usados para essa finalidade chamam-se neurotransmissores, e são sintetizados pelo organismo. Para cada neurotransmissor de um neurônio A existe um receptor no neurônio B que é ativado por ele no momento da neurotransmissão, num contato especial que podemos imaginar como o da chave na fechadura, dada a sua especificidade. Esse receptor, uma vez ativado, incumbe-se do prosseguimento da mensagem no neurônio B e portanto ele apresenta o mesmo grau de importância e responsabilidade que o neurotransmissor no fenômeno da neurotransmissão, e forma com ele um complexo estratégico que pode abrir as guardas para um agente estranho que possa simular a sua própria química, uma verdadeira chave falsa como é o caso das drogas, que veremos no decorrer destas leituras.

São os neurotransmissores que transmitem as ordens de serviço dos nervos para os músculos, vísceras, etc., e também são eles que estabelecem a comunicação entre as várias áreas do SNC. É é ai que eles são modulados proporcionando a flexibilidade que estabelece o rumo de um pensamento, uma afetividade especial ou um maior ou menor grau de sensibilidade frente a um estímulo.

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Quando o neurotransmissor já está pronto para entrar em ação, ainda no interior da parte sinática do neurônio A, ele recebe a ordem de partida dada pelos íons cálcio (cujo canal é aberto pelo impulso elétrico), e é liberado para a fenda. Ele atravessa a fenda, dá o seu recado no receptor do neurônio B e volta para a sua célula para ser reciclado antes de nova transmissão.

Em condições normais ele não é re-utilizado sem a devida reciclagem em seu neurônio de origem. Alguns neurotransmissores nem voltam, são desnaturados na fenda ou imediações, ou podem se difundir pelo plasma sangüíneo. O fato é que eles devem ser usados por uma só vez, mas existem procedimentos terapêuticos onde certos neurotransmissores são impedidos do seu retorno para ficarem atuando por mais tempo na fenda. É o caso dos anti-depressivos com relação à serotonina ou alguns outros neurotransmissores como a norepinefrina, e também é o caso da ação de algumas drogas ilícitas como a cocaina, que bloqueia o retorno de um neurotransmissor (DOPA) para reciclagem, concentrando-o na fenda. onde ele continua a agir sobre os seus receptores.

Os neurotransmissores relacionados

Como dissemos anteriormente, os neurotransmissores são sintetizados pelo organismo, mas, como produtos químicos, podem possuir competidores que possuam algumas semelhanças estruturais, suficientes para assumir o seu papel na neurotransmissão, alterando artificialmente essa função. Esse é o caso das drogas psicoativas.

Algumas drogas imitam os neurotransmissores naturais, interagindo com os seus receptores. É o caso da morfina, por exemplo, que se liga aos receptores das endorfinas; da nicotina, que se liga aos receptores da acetilcolina.

Outras drogas aumentam os níveis de neurotransmissores na sinapse, como a cocaina, que aumenta os níveis de dopamina e do Ecstasy, que aumenta os níveis de serotonina na sinapse.

Outras drogas bloqueiam os neurotransmissores, como por exemplo, o álcool inibindo o NMDA, receptor do glutamato, além de imitar os benzodiazepínicos nos receptores do GABA, como veremos.

DOPA ou Dopamina-(Dioxifenilalanina). Nós já vimos que o sistema límbico também pode ser chamado de sistema dopamínico, e isto porque o neurotransmissor dopamina é o mais usado para a comunicação dos neurônios dessa área do encéfalo, que inclui o circuito de recompensa.

A dopamina é responsável por uma série de fenômenos comportamentais e motores (conforme a área do SNC onde está atuando), mas para nós é relevante o conhecimento da sua ligação com o prazer, proporcionando a sensação de euforia; a motivação, a iniciativa.

A dopamina possui dois principais receptores: D1 e D2. Convém lembrar que os medicamentos antipsicóticos agem como antagonistas nesses receptores. Isto quer dizer que a atividade dopamínica incrementa as manifestações psicóticas (quando há predisposição da pessoa).

GABA- É o ácido gama-amino-butírico, neurotransmissor de ação refreadora, inibitória, atenuando os efeitos da excitação quando gerada de forma inconveniente por outros neurotransmissores.

É usado por cerca de 40% dos neurônios do SNC e além do mais, todos os neurônios centrais são sensíveis à sua ação.

O seu principal receptor é o GABAA que tem uma relação íntima com os canais de cloro, promovendo a sua abertura quando ativado. Como já vimos, a entrada de cloro no neurônio faz diminuir o ritmo de pulsação do seu potencial de ação, o seu potencial elétrico, tornando o funcionamento celular mais lento.

Os receptores GABAA são também sensíveis aos benzodiazepínicos, os quais potencializam o efeito inibidor do GABA. Os receptores das benzodiazepinas, aliás, situam-se junto aos receptores GABAA.

Glutamato- É o principal neurotransmissor excitatório do SNC. Sua área de atuação concentra-se nas conexões entre a amídala, o córtex pré-frontal, o hipocampo e mais algumas outras estruturas situadas no diencéfalo.

O glutamato age de forma rápida, qualidade essencial para a transmissão de sinais nas regiões onde atua.

Os receptores do glutamato funcionam como mediadores iônicos (como o GABAA é para o cloro) para o cálcio, magnésio e zinco, de forma a resultar um aumento significativo da excitabilidade celular.

O mais estudado dentre os receptores para o glutamato é o NMDA, alvo de grande interesse entre os pesquisadores em Dependência Química.

Serotonina ou 5HT- É um neurotransmissor intimamente relacionado ao humor e à afetividade. A maioria dos medicamentos chamados antidepressivos age aumentando a sua disponibilidade na fenda sinática.

A serotonina é encontrada em praticamente todas as fibras nervosas do SNC, porém os corpos celulares de sua origem restringem-se ao tronco encefálico nos núcleos de rafe.

A serotonina apresenta um efeito modulador geral da atividade psíquica influindo em quase todas as funções cerebrais, inibindo-as de forma direta ou indireta, através de estímulo do sistema GABA.

É dessa forma que a serotonina, ou 5HT, regula o humor e o sono, a percepção da dor, a atividade sexual, as funções cognitivas, além de inúmeras outras funções fisiológicas como a temperatura corporal e atividades hormonais. Os seus receptores principais denominam-se 5HT1 e 5HT2.

Acetilcolina- Este neurotransmissor apresenta papel relevante em várias funções do SNC como a memória, por sua atuação no hipocampo e outras áreas de função cognitiva, e do sistema nervoso periférico, como a movimentação neuromuscular. Após o seu uso a acetilcolina é desativada ainda na fenda, através da atuação da enzima acetilcolinesterase. Existem dois tipos de receptores para a acetilcolina: os nicotínicos e os muscarínicos. Os receptores nicotínicos unem-se aos canais iônicos, são de natureza excitatória e são estimulados pela nicotina, entre outros. Já os receptores muscarínicos são de natureza inibitória.

Noradrenalina- As vias noradrenérgicas centrais são originárias de uma formação nervosachamada locus coeruleus no tronco encefálico e seguem para extensa área do SNC através de uma abundante ramificação.

Os seus receptores são divididos em duas classes, receptores a e receptores ß.

A noradrenalina (também chamada norepinefrina) tem uma grande variedade de funções, mas sobressai o seu papel em realizar a integração das várias regiões do encéfalo em resposta aos impactos estressores externos que atingem o indivíduo, bem como restaurar o equilíbrio após essas agressões.

Uma das mais importantes funções fisiológicas da noradrenalina é o controle da pressão sanguínea e uma das mais importantes funções da noradrenalina na esfera psíquica é a sua atuação no hipocampo quanto ao controle dos estados afetivos em ação paralela à serotonina.

A noradrenalina também participa nos processos de sedação e analgesia por ativação dos receptores chamados a2.

B-Endorfinas- Pertencem ao grupo dos opiácios endógenos, junto às encefalinas.

No SNC as endorfinas concentram-se em algumas áreas do diencéfalo e mesencéfalo, como no nucleus accumbens, acreditando-se que sejam liberadas pela hipófise por serem encontradas nesse local em maiores quantidades. Desempenham um papel importante na regulação da dor.

As B-endorfinas podem entrar em circulação, podendo ser consideradas neuro-hormônios. Apresentam propriedades analgésicas, ao lado de um efeito colateral hipertensivo. A analgesia por meio da acupuntura parece ser mediada por estas substâncias.

Os receptores das endorfinas são os receptores dos opiácios, e os principais denominam-se receptores mu, descobertos antes mesmo de serem descobertas as endorfinas.

As B-endorfinas, assim como a acetilcolina, são desativadas imediatamente após o seu uso, por ação enzimática.

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Interatividade- A dopamina, por si só, é o neurotransmissor relacionado ao prazer, mas este neurotransmissor também desenvolve atividades em conjunto com a serotonina e a noradrenalina, relacionadas da seguinte forma:

Dopamina + serotonina + noradrenalina: Funções cognitivas. Humor. Emoções.

Dopamina + serotonina: Apetite, sexo, agressividade.

Dopamina + noradrenalina: Motivação.

A associação da serotonina com a noradrenalina, sem a dopamina, relaciona-se com a ansiedade e irritabilidade.

Investimento
R$ 3.500,00

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